Bandeirantes / Monumento às Bandeiras
Quando comecei a dar aulas de história, há exatos 20 anos, na antiga sétima série, hoje oitavo ano, no livro didático ali no capítulo sobre os bandeirantes constava um texto reflexivo algo como “bandeirantes, mocinhos ou vilões”. Como bom quase formado ...
(comecei a trabalhar como docente no penúltimo semestre da faculdade), eu mordi a isca e fiz uma espécie de votação. Essa ideia non-sense de julgar o passado. Tribunais sobre o passado. De um lado Stálin e sua torcida, do outro Trotsky, de um lado os alemães… blá, blá, blá. Se eu pudesse voltar no tempo, ah se eu pudesse voltar. Não para o tempo dos bandeirantes, do Fernão Dias, do Domingos Jorge Velho ou da neta do Cacique Tibiriçá, a tal Susana Dias, e sim para os tempos confusos das primeiras turmas onde fui o juiz da história e reproduzi essa técnica tão difundida. Verdade que não mudaria a estrutura, sequer arranharia a engenharia. Posso (e, devo!!) nutrir centenas de juízos de valor sobre o passado, mas a aula de história deveria ser uma reverência aos fatos (com sangue ou sem sangue!!), uma narrativa que deixe o aluno, porventura atento e porventura interessado e porventura querendo formar uma opinião, decidir se os bandeirantes são cruzamentos entre demônios e dragões ou desbravadores que deram à história apenas o que tinham do seu rico repertório de coragem, covardia e brutalidade. Em São Paulo tirei foto junto ao monumento, não pensando em me orgulhar ou sentir lástima desse capítulo da história, da escultura, do Brecheret e seu ateliê metendo bronca durante três décadas numa obra, rodeado de ajudantes, talhadeiras e imerso no pó do granito. Aceito esse passado, como aceito o grande regalo de Brecheret ao país. O sintetismo geométrico das formas, a alma do traçado modernista talhado na pedra.dragões ou desbravadores que deram à história apenas o que tinham em seu rico repertório de coragem, covardia e brutalidade.
Em São Paulo, tirei uma foto junto ao monumento. Não pensando em me orgulhar ou sentir lástima desse capítulo da história, mas pensando na escultura, no Brecheret e seu ateliê 'metendo bronca' durante três décadas numa obra, rodeado de ajudantes, talhadeiras e imerso no pó do granito. Aceito esse passado, como aceito o grande regalo de Brecheret ao país: o sintetismo geométrico das formas, a alma do traçado modernista talhado na pedra.
(comecei a trabalhar como docente no penúltimo semestre da faculdade), eu mordi a isca e fiz uma espécie de votação. Essa ideia non-sense de julgar o passado. Tribunais sobre o passado. De um lado Stálin e sua torcida, do outro Trotsky, de um lado os alemães… blá, blá, blá. Se eu pudesse voltar no tempo, ah se eu pudesse voltar. Não para o tempo dos bandeirantes, do Fernão Dias, do Domingos Jorge Velho ou da neta do Cacique Tibiriçá, a tal Susana Dias, e sim para os tempos confusos das primeiras turmas onde fui o juiz da história e reproduzi essa técnica tão difundida. Verdade que não mudaria a estrutura, sequer arranharia a engenharia. Posso (e, devo!!) nutrir centenas de juízos de valor sobre o passado, mas a aula de história deveria ser uma reverência aos fatos (com sangue ou sem sangue!!), uma narrativa que deixe o aluno, porventura atento e porventura interessado e porventura querendo formar uma opinião, decidir se os bandeirantes são cruzamentos entre demônios e dragões ou desbravadores que deram à história apenas o que tinham do seu rico repertório de coragem, covardia e brutalidade. Em São Paulo tirei foto junto ao monumento, não pensando em me orgulhar ou sentir lástima desse capítulo da história, da escultura, do Brecheret e seu ateliê metendo bronca durante três décadas numa obra, rodeado de ajudantes, talhadeiras e imerso no pó do granito. Aceito esse passado, como aceito o grande regalo de Brecheret ao país. O sintetismo geométrico das formas, a alma do traçado modernista talhado na pedra.dragões ou desbravadores que deram à história apenas o que tinham em seu rico repertório de coragem, covardia e brutalidade.
Em São Paulo, tirei uma foto junto ao monumento. Não pensando em me orgulhar ou sentir lástima desse capítulo da história, mas pensando na escultura, no Brecheret e seu ateliê 'metendo bronca' durante três décadas numa obra, rodeado de ajudantes, talhadeiras e imerso no pó do granito. Aceito esse passado, como aceito o grande regalo de Brecheret ao país: o sintetismo geométrico das formas, a alma do traçado modernista talhado na pedra.