Arte, estética, lavar a louça e cozinhar
Foi um cozinheiro quem iniciou Dōgen na prática budista que se tornaria a vertente Zazen, quando o jovem japonês Dōgen foi para a China em busca de um novo budismo e de um mestre. Eu não encontrei o nome do Cozinheiro Mestre / Mestre Cozinheiro, e me parece que está bem assim, imortalizado sem nome. Dōgen levou na bagagem os elementos para um budismo simples e transcendental. A sua bagagem mais valiosa viajava com ele no coração, na mudança interior. Aplicou isso no Japão. A revolução estava no ato de sentar, apenas sentar. O próprio Buda se sentava e deve ter encontrado a sua iluminação sentado; onde reside, então, o aspecto revolucionário do budismo de Eihei Dōgen? Na não intenção! Sentar e respirar, apenas isso, sem outras pretensões. Não desejar a iluminação, não querer nada além de estar presente na companhia consciente da própria respiração. Volto ao cozinheiro. O morador do mosteiro, que está cozinhando enquanto os demais monges meditam, não medita? O ato de cozinhar já é ...