Fenícios na FIFA...OU...Europeus com bandeiras africana e latino-americana ...OU... Copa 2026, um PESADELO DECOLONIAL?
A representação e o sentimento de nacionalidade podem muito bem ser exercidos em segundas ou terceiras gerações de famílias que migraram para outras nações. Quantos netos de italianos, russos ou franceses não reivindicam o seu passaporte europeu graças a avós que sequer conheceram? Isso não é novidade na história antiga ou contemporânea. Chama-se jus sanguinis (1). As diásporas, uma constante da história, embasam o princípio sanguíneo de pertencimento, sempre pensando na possibilidade do retorno dos filhos da terra que tiveram que fugir ou sair por diversos motivos econômicos. Os romanos e os judeus, lá na Idade Antiga, a Europa, a América e o resto do mundo, desde o século XIX, agarraram-se ao direito sanguíneo. O que me motiva a escrever estas linhas não é a minha inclinação ao direito — esta, se existisse, seria incapaz de me fazer escrever. Tampouco minha dupla cidadania brasileiro-uruguaia (2). A razão é bem mais simples: gosto de futebol e ainda não assimilei totalmente o ...

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