2 Mestres, 2 metáforas , a mesma mensagem. A mesma.

O “seja feita a Vossa vontade” e o Wu Wei. Ambos a mesma coisa.

A mesma.

Aceitar é fluir, resignar é ficar. Esperar e fluir: formas de ir. A mesma lição em línguas diferentes.

Aramaico e chinês.

Novo Testamento, décadas após a crucificação, e Tao Te Ching, quinhentos e poucos anos antes do nascimento do Messias.

Aramaico e chinês clássico: em línguas diferentes, a mesma missão da metáfora.

Um montou um jumentinho e entrou em Jerusalém... rumo ao sacrifício e à multidão; o outro, um enorme búfalo para abandonar o Vale do Rio Amarelo... rumo ao silêncio e ao esquecimento.


Ambientes diferentes, salgado e doce: um na China Central, entre montanhas, névoa e muita água doce; outro entre o sal do deserto e dos mares Morto e Mediterrâneo. A mesma mensagem.

A mesma.

Outros discípulos, outros processos históricos, outras grafias. A mesma mensagem. A mesma.

Música sugerida.

AUTOR

Me chamo Dario Pouso e publico aqui notas e/ou provocações literárias sobre temas encontrados nas fronteiras entre as artes e a história, o que claro, inclui algo de política, educação, filosofiaS (assim, no plural) e DETALHES do cotidiano que me convidam a meditar. Professor de história desde fevereiro de 2006. Mestre e Doutorando Teoria e História da Arte. Contato e registros visuais: insta @darioandrespouso

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