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Na segunda-feira, no aeroporto de Brasília, perto do portão 10, uma moça deixa claro que sempre anda de avião (“com tudo pago” quando quer!), talvez porque o serviço oferecido o permita.
Na quarta-feira, no centro de São Paulo, um jovem da mesma faixa etária deixa claro que é foda pedalando com a mochila de entrega nas costas.
Ambos se locomovem, ambos atendem, ambos gozam de confiança dos seus empregadores. Ambos desdenham quem lhes cruza o caminho.