Algum tempo sem postar nada, o que por um lado é super positivo. As pausas fazem parte de qualquer projeto que se propõe a durar, a ir, a prosseguir fuçando em alguma área da vida, neste caso história e arte.

Aqui, prosseguindo no doutorado, pesquisando Torres-García. Neste momento preparando uma apresentação para o Congresso Antropologías del Sur (Novembro Foz do Iguaçu). Trata-se de estabelecer relações entre Torres-García e o comunismo primitivo de Carlos Mariátegui, um desafio que espero que contribua com o capítulo reservado para as relações do pensamento do artista uruguaio com o pensamento político, filosófico e artístico latino-americano.

No trabalho, além das aulas no ensino médio e licenciatura em pedagogia, me propus a dar aulas numa disciplina da pós-graduação, o que tem me feito abrir ainda mais os horizontes, oportunidade encantadora com alunos que já são docentes há tempos, e nessa pós em ensino de humanidades e linguagens trocamos figurinhas na execução do curso.

Registro aqui saudade causada pela partida do meu amigo (ontem pela tarde, tarde chuvosa lá na fronteira) e “casi abuelo” Juan Sosa, que por 21 anos foi companheiro da minha abuela Quela, no Chuy Uruguai. Gratidão a esse viejo que construiu tantas casas e tanto me transmitiu (tomando chimarrão) conhecimentos de infinito valor sobre muitas coisas, sobretudo histórias e lendas da fronteira mais linda do mundo. Hasta siempre Juan!


Chuy- Fevereiro/2026

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